{"id":1204,"date":"2024-02-23T12:25:21","date_gmt":"2024-02-23T12:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/?p=1204"},"modified":"2024-02-23T12:26:34","modified_gmt":"2024-02-23T12:26:34","slug":"as-relacoes-amorosas-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/2024\/02\/23\/as-relacoes-amorosas-na-adolescencia\/","title":{"rendered":"As rela\u00e7\u00f5es amorosas na Adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: futura;\">As rela\u00e7\u00f5es amorosas s\u00e3o centrais no mundo social dos adolescentes, pelo que entre <\/span><span style=\"font-family: futura;\">os 15 e os 16 anos, os adolescentes interagem com mais frequ\u00eancia com os parceiros <\/span><span style=\"font-family: futura;\">rom\u00e2nticos do que com os pais, irm\u00e3os ou grupo de pares. Desta forma, os parceiros <\/span><span style=\"font-family: futura;\">rom\u00e2nticos constituem a principal fonte de apoio dos adolescentes e a causa das suas <\/span><span style=\"font-family: futura;\">emo\u00e7\u00f5es fortes, quando comparados com as amizades entre pares do mesmo sexo, fam\u00edlia e <\/span><span style=\"font-family: futura;\">problemas escolares. Podemos, assim, concluir que os parceiros amorosos s\u00e3o figuras <\/span><span style=\"font-family: futura;\">fundamentais tamb\u00e9m do mundo socioemocional do adolescente.<\/span><\/p>\n<h5><span style=\"font-family: futura;\">Se por um lado, as experi\u00eancias amorosas na adolesc\u00eancia re\u00fanem um conjunto de <\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: futura;\">benef\u00edcios para o desenvolvimento saud\u00e1vel de um adolescente, como a intimidade, a <\/span><span style=\"font-family: futura;\">identidade e a autonomia; por outro lado, envolvem alguns riscos, como a gravidez precoce e <\/span><span style=\"font-family: futura;\">n\u00e3o desejada, as infe\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (IST), a viol\u00eancia e a vitimiza\u00e7\u00e3o. <\/span><span style=\"font-family: futura;\">Tamb\u00e9m na sa\u00fade mental tem consequ\u00eancias, j\u00e1 que o fim do relacionamento constitui um <\/span><span style=\"font-family: futura;\">dos fatores mais relevantes para prever depress\u00e3o, suic\u00eddio e viol\u00eancia no adolescente.<\/span><\/h5>\n<p><span style=\"font-family: futura;\">Neste sentido, importa refletir acerca de qual poder\u00e1 ser o papel da fam\u00edlia nesta fase <\/span><span style=\"font-family: futura;\">t\u00e3o importante e determinante do desenvolvimento do adolescente, de modo a permitir-lhe <\/span><span style=\"font-family: futura;\">um caminho o menos conturbado poss\u00edvel.<\/span><\/p>\n<h6><span style=\"font-family: futura;\">Educar para a sexualidade e afetos desde cedo e de forma gradual.<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-family: futura;\">Cada vez mais a comunidade cient\u00edfica assegura que educar para a sexualidade e <\/span><span style=\"font-family: futura;\">afetos desde cedo e, obviamente, de forma gradual, ajuda na preven\u00e7\u00e3o da vitimiza\u00e7\u00e3o sexual. <\/span><span style=\"font-family: futura;\">Uma coisa muito simples e que faz muita diferen\u00e7a \u00e9 ensinar \u00e0 crian\u00e7a, desde pequenina, a <\/span><span style=\"font-family: futura;\">nomear os \u00f3rg\u00e3os sexuais com o termo cient\u00edfico correto (p. ex., \u201cvulva\u201d, \u201cvagina\u201de \u201cp\u00e9nis\u201d). <\/span><span style=\"font-family: futura;\">Mas s\u00f3 isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. Ensinar em que consiste o consentimento e respeitar quando a <\/span><span style=\"font-family: futura;\">crian\u00e7a\/adolescente \u00e9 capaz de o colocar em pr\u00e1tica, tamb\u00e9m se revela essencial.<\/span><\/p>\n<h6><span style=\"font-family: futura;\">Explicar\/refletir sobre rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis e rela\u00e7\u00f5es abusivas.<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-family: futura;\">As rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis t\u00eam por base o equil\u00edbrio onde ambos os parceiros s\u00e3o tratados <\/span><span style=\"font-family: futura;\">de forma igual e com o mesmo respeito. As rela\u00e7\u00f5es abusivas t\u00eam por base o <\/span><span style=\"font-family: futura;\">desequil\u00edbrio\/desigualdade, onde um dos parceiros considera que tem o poder de controlar <\/span><span style=\"font-family: futura;\">aquilo que acontece na rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel quando envolve comportamentos <\/span><span style=\"font-family: futura;\">desrespeitosos, controladores e abusivos.<\/span><\/p>\n<h6><span style=\"font-family: futura;\">Elucidar quanto aos comportamentos de risco comuns na adolesc\u00eancia e como pode <\/span><span style=\"font-family: futura;\">preveni-los.<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-family: futura;\">Ao contr\u00e1rio do que se possa pensar, n\u00e3o \u00e9 por se falar de sexo, tabaco, \u00e1lcool, drogas, <\/span><span style=\"font-family: futura;\">entre outros, com o adolescente que isso o vai incentivar a experimentar, pelo contr\u00e1rio. <\/span><span style=\"font-family: futura;\">Consciencializar o adolescente para a exist\u00eancia destes comportamentos e para a press\u00e3o que <\/span><span style=\"font-family: futura;\">o grupo de pares lhe pode depositar, s\u00f3 o ajuda a preparar-se melhor quando estiver perante <\/span><span style=\"font-family: futura;\">uma situa\u00e7\u00e3o semelhante e a evitar poss\u00edveis consequ\u00eancias.<\/span><\/p>\n<h6><span style=\"font-family: futura;\">Continuar a investir na rela\u00e7\u00e3o pais-adolescente.<\/span><\/h6>\n<p><span style=\"font-family: futura;\">Faz parte do desenvolvimento saud\u00e1vel o adolescente procurar, cada vez mais, <\/span><span style=\"font-family: futura;\">manter rela\u00e7\u00f5es fora do contexto familiar (sejam elas amorosas ou n\u00e3o). No entanto, \u00e9 <\/span><span style=\"font-family: futura;\">fundamental que os cuidadores continuem a reunir esfor\u00e7os para acompanhar a vida do <\/span><span style=\"font-family: futura;\">adolescente, pois s\u00f3 assim o conseguir\u00e1 orientar e aconselhar. <\/span><strong><span style=\"font-family: futura;\">Sempre que poss\u00edvel, adotar uma postura com base na empatia e no n\u00e3o <\/span><\/strong><strong><span style=\"font-family: futura;\">julgamento.<\/span><\/strong><\/p>\n<h5><span style=\"font-family: futura;\">Uma das queixas mais frequentes dos adolescentes \u00e9 a de que ningu\u00e9m os <\/span><span style=\"font-family: futura;\">compreende, nomeadamente os pais, o que dificulta a procura de apoio ou suporte junto dos <\/span><span style=\"font-family: futura;\">mesmos. Isto acontece principalmente, porque a forma como os jovens vivem hoje a <\/span><span style=\"font-family: futura;\">adolesc\u00eancia e as rela\u00e7\u00f5es amorosas n\u00e3o \u00e9 a mesma com que os pais viveram, pelo que pode <\/span><span style=\"font-family: futura;\">ser dif\u00edcil para os pais acompanhar esta nova realidade. Deste modo, podem experimentar <\/span><span style=\"font-family: futura;\">falar menos e fazer mais perguntas. As perguntas ajudam na reflex\u00e3o e orientam a tomada de <\/span><span style=\"font-family: futura;\">decis\u00e3o por parte do adolescente.<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: futura;\">Por fim, <span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>importa deixar uma \u00faltima mensagem quanto \u00e0 import\u00e2ncia de n\u00e3o se <\/strong><\/span><\/span><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong><span style=\"font-family: futura;\">desvalorizar os sentimentos do adolescente quando estes se tornam recorrentes e procurar <\/span><\/strong><strong><span style=\"font-family: futura;\">ajuda profissional.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As rela\u00e7\u00f5es amorosas s\u00e3o centrais no mundo social dos adolescentes, pelo que entre os 15 e os 16 anos, os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1205,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[48,49,50,33],"tags":[54],"class_list":["post-1204","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-criancas-adolescentes","category-parentalidade","category-parentalidadepositiva","category-relacoes-amorosas","tag-criancas-adolescentes","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1204"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1208,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1204\/revisions\/1208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/menteconsciente.pt\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}